sexta-feira, 27 de maio de 2011

pontal atafona

por que te amo
e amor não tem pele nome ou sobrenome
não adianta chamar
que ele não vem quando se quer
porque tem seus próprios códigos e segredos
mas não tenha medo
pode sangrar pode doer
e ferir fundo
mas é razão de estar no mundo
nem que seja por segundo
por um beijo mesmo breve
por que te amo
no sol no sal no mar na neve

quinta-feira, 26 de maio de 2011

quero muito mais a carnavalha



me encanta mais teus olhos
que o plano piloto de brasília
o palácio do planalto o alvorada
me encanta mais as mãos da namorada
que a bandeira do brasil
o céu de anil a tropicalha

quero muito mais a carnavalha
do que a palavra açucarada
quero a palavra sal do suor da carne bruta
a flor de lótus do cio da fruta
mesmo quando for somente espinhos
me encanta os pés que a lata chuta
por entender que a vida é luta
e abrir novos caminhos

me encanta mais na lama o lírio
a flor do láscio
os olhos da minha filha
que o ouro dessas quadrilhas
que habitam esses palácios

domingo, 22 de maio de 2011

tropicalirismo

girassóis pousando
nu teu corpo: festa
beija-flor seresta
poesia fosse
esse sol que emana
do teu fogo farto
lambuzando a uva
de saliva doce

artur gomes
http://pelegrafia.blogspot.com

veget ação estanha vegetação

essa Africa nos meus olhos
e navegar é minha sina
em toda febre todo fogo
que incendeia o continente
nos teus olhos de menina
e eu sou um poeta
e nunca fui a china
mas vermelho é o meu sangue
desde que nasci

http://pelegrafia.blogspot.com

nas entranhas do poder



desde ribeirão preto
a caixa preta me fala
tem água estranha na fonte
há algo estranho na mala

os urubus são testemunhas:
o cheiro agora resvala
“quem cala consente
quem sente fala”  (eliakin rufino)

a Nação quer conhecer
o que o palocci
tem na mala

sábado, 21 de maio de 2011

poema de 7 foices

como preservar a Amazônia
como exterminar a miséria
se as 7 patas de Vênus
cavalgam a besta do planalto
poema de 7 foices
atrás da face anticristo
e nos palácios os crápulas
com suas caras de vidro
defendem os pastos de soja
devastam florestas pra búfalos
cada qual atrás dos mantos
esfarrapados dos partidos
nunca vi tanto canalha
no mesmo espaço reunidos

federico baudelaireviagens insanas


 

segunda-feira, 9 de maio de 2011