terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pontal Foto Grafia





Pontal Foto.Grafia

Aqui,
redes em pânico
pescam esqueletos no mar
esquadras – descobrimento
espinhas de peixe
convento
cabrálias esperas
relento
escamas secas no prato
e um cheiro podre no
AR

caranguejos explodem
                                    mangues em pólvora
                                    Ovo de Colombo quebrado
areia branca inferno livre
                                             Rimbaud - África virgem –
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais
telhados bóiam nas ondas
tijolos afundando náufragos
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra
esgoto fétido do mundo
grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas
Jerusalém pagã visitada 

Atafona.Pontal.Grussaí 


as crianças são testemunhas:
Jesus Cristo não passou por aqui

Miles Davis fisgou na agulha
          Oscar no foco de palha
cobra de vidro sangue na fagulha
                          carne de peixe maracangalha
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha?
                              penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui Pernambuco 

Atafona.Pontal.Grussaí 


as crianças são testemunhas:
 Mallarmè passou por aqui

bebo teu fato em fogo
                punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
                aluga-se teu brejo no mar
o preço nem Deus nem sabre
                sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
                                       plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?

Artur Gomes


Publicado na Antologia Internacional - Eco Arte Para Re-Encantamento do Mundo, organizada pela Bióloga Michelle Sato e editada pela Universidade Federal do Mato Grosso – 2011 – Publicado na Antologia Poesia do Brasil Vol. 15 – 2012 – Proyecto Cultural Sur Brasil – Editora Grafiti - Faixa do CD Fulinaíma Rock Blues Poesia – a sair

sábado, 19 de janeiro de 2013

congresso brasileiro de poesia - lançamentos




CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA PROMOVE SESSÃO DE AUTÓGRAFOS NA LIVRARIA ARGUMENTO LEBLON

Em sua vigésima primeira edição, o Congresso Brasileiro de Poesia é um dos mais tradicionais e longevos festivais de poesia do Brasil e também da América Latina. Realizado anualmente na cidade gaúcha de Bento Gonçalves, o evento caracteriza-se por sua programação voltada em sua maior parte para as escolas do município, atingindo um público aproximado de 25 mil pessoas.

Entre os inúmeros projetos que compõem o evento, destacam-se:“Poesia na Escola”, que consiste na distribuição de livros de poesia aos alunos como forma de incentivo à leitura, “Autor Presente na Sala de Aula”, que leva os autores para as escolas, e “Poesia na Vidraça”, no qual os estabelecimentos comerciais cedem espaços em suas vitrines para a escrita de poemas, os quais, em muitos locais, permanecem intocáveis ao longo do ano seguinte.

Em suas vinte edições já realizadas o Congresso Brasileiro de Poesia levou a Bento Gonçalves grandes nomes da poesia das três Américas e também da Europa, publicou 16 volumes da coleção“Poesia do Brasil”, 9 da coleção “Poeta, Mostra a Tua Cara”e distribuiu mais de 20 mil exemplares destes livros junto às escolas e comunidade bento-gonçalvense.

No próximo dia 22, a partir das 18 horas, acontece o lançamento oficial da edição 21 do evento e dos volumes 15 e 16 da coleção“Poesia do Brasil”, na Livraria Argumento do Leblon, Rio de Janeiro, seguidos de um grande sarau.

Marina Colasanti é a escritora homenageada do evento neste ano, que acontece entre os dias 30 de setembro e 5 de outubro, na capital brasileira da uva e do vinho e também maior polo moveleiro do país.


Proyecto Cultural Sur Brasil

Ademir Antônio Bacca - Presidente
Artur Gomes - Coordenador Nacional de Literatura e Áudiovisual
May Pasquetti - Coordenadora Nacional de Marketing

contatos: 
adebach@gmail.com
poebrasoficial@gmail.com
portalfulinaima@gmail.com
                 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

poéticas 46 e 47





poética 46


sopra-me branca brisa
leve
bruma
      tua boca eliza
penso mar teu corpo
praia do pecado
em tua pele
tempero
coentro pimenta e sal
na língua
transcendental
atiça
essa cor mestiça
princesa atlântica
maresia
fosse navio ou barco
nesse teu mar
navegaria



Poética 47
cinema ambiental


do outro lado da ponte
fios elétricos enforcam
peixes voadores
atolados no pântano de entulhos
:
pedra parede telha s tijolo

dentro do livro
              palavra

do outro lado
da página
a arraia
respira ainda tonta
asfixiada
pela chuva ácida que caiu das nuvens

artur gomes

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Juras Secretas





Jura secreta 1 

a língua escava entre os dentes 
a palavra nova 
                       fulinaimânica/sagarínica 
algumas vezes muito prosa 
outras vezes muito cínica 

tudo o que quero conhecer: 
              a pele do teu nome 
a segunda pele o sobrenome 
no que posso no que quero 


a pele em flor a flor da pele 
a palavra dândi em corpo nua 
a língua em fogo a língua crua 
a língua nova a língua lua 

fulinaímica/sagaranagem 
palavra texto palavra imagem 
quando no céu da tua boca 
a língua viva se transmuta na viagem 


arturgomes


congresso brasileiro de poesia - lançamentos




CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA PROMOVE SESSÃO DE AUTÓGRAFOS NA LIVRARIA ARGUMENTO LEBLON

Em sua vigésima primeira edição, o Congresso Brasileiro de Poesia é um dos mais tradicionais e longevos festivais de poesia do Brasil e também da América Latina. Realizado anualmente na cidade gaúcha de Bento Gonçalves, o evento caracteriza-se por sua programação voltada em sua maior parte para as escolas do município, atingindo um público aproximado de 25 mil pessoas.

Entre os inúmeros projetos que compõem o evento, destacam-se:“Poesia na Escola”, que consiste na distribuição de livros de poesia aos alunos como forma de incentivo à leitura, “Autor Presente na Sala de Aula”, que leva os autores para as escolas, e “Poesia na Vidraça”, no qual os estabelecimentos comerciais cedem espaços em suas vitrines para a escrita de poemas, os quais, em muitos locais, permanecem intocáveis ao longo do ano seguinte.

Em suas vinte edições já realizadas o Congresso Brasileiro de Poesia levou a Bento Gonçalves grandes nomes da poesia das três Américas e também da Europa, publicou 16 volumes da coleção“Poesia do Brasil”, 9 da coleção “Poeta, Mostra a Tua Cara”e distribuiu mais de 20 mil exemplares destes livros junto às escolas e comunidade bento-gonçalvense.

No próximo dia 22, a partir das 18 horas, acontece o lançamento oficial da edição 21 do evento e dos volumes 15 e 16 da coleção“Poesia do Brasil”, na Livraria Argumento do Leblon, Rio de Janeiro, seguidos de um grande sarau.

Marina Colasanti é a escritora homenageada do evento neste ano, que acontece entre os dias 30 de setembro e 5 de outubro, na capital brasileira da uva e do vinho e também maior polo moveleiro do país.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Um Cascudo paulistano


Maria Betânia Monteiro - repórter http://tribunadonorte.com.br


O que aconteceria se o curador de uma galeria cismasse com o sorriso da Mona Lisa de Leonardo da Vinci e encobrisse a sua boca com o desenho de um tecido fino, revelando para o público a imagem de uma odalisca? A cena, apesar de hipotética, serve para ilustrar o que foi feito com o "Dicionário do Folclore Brasileiro", de Luís da Câmara Cascudo, editado pela Global Editora de São Paulo. Segundo o escritor Moacy Cirne, trata-se de uma violência cultural cometida contra o autor. "Nossa principal referência intelectual e cultural não poderia ter sido tratada assim. Ele foi visto como autor de segunda linha, e mesmo se fosse, este tipo de mutilação é inadmissível", disse Moacy. Algumas das alterações gráficas realizadas, textos excluídos ou acrescentados são comentados no livro "Dicionário do Folclore Brasileiro: uma edição desfigurada", de Moacy Cirne. O livro foi lançado em 21 de julho de 2010  na livraria Siciliano do Midway. 

Kamilo MarinhoMoacy Cirne contesta edição da global editora sobre obra de cascudoMoacy Cirne contesta edição da global editora sobre obra de cascudo
Segundo Moacy, no Dicionário do Folclore Brasileiro, de Luís da Câmara Cascudo, cuja primeira edição data de 1954, revisada e ampliada pelo próprio autor até a quarta edição, de 1980 constam pouco mais de 2000 verbetes relacionados ao folclore e suas definições. Algumas delas elaboradas em parceria com amigos de Câmara Cascudo e estudiosos. Moacy relata que na construção do texto, Câmara Cascudo ora posicionava-se em primeira pessoa, ora elaborava construções mais literárias, imprimindo desta maneira traços de sua personalidade. Mas os maneirismos do autor foram retirados do dicionário na edição realizada pela Global e em seu lugar foram postos depoimentos indiretos, onde o autor torna-se oculto.

Um exemplo citado por Moacy foi com relação ao verbete "Galinha". No original Câmara Cascudo começava dizendo "Homero não a cita", frase retirada pela Global. "Eles aboliram a vertente literária do dicionário", disse Moacy. 

E não foi só isso. No verbete "Carnaval", inicialmente construído com 115 linhas, frases importantes foram retiradas, como a cascudiana "Do ponto de vista folclórico e etnográfico, o carnaval é um índice anual de sobrevivências e elementos reais da psicologia coletiva...". No lugar dela surgiram informações de uma realidade que sequer foi vivenciada por Cascudo, como as Micaretas, incluindo a realizada em Natal. Além disso, na edição da Global, 47 linhas foram dedicadas ao carnaval paulista, quando no original, nem chegou a ser mencionado. "A rigor, as 115 linhas cascudianas valem muito mais do que as 190 Global", escreveu Moacy em seu livro.

Além da inserção de textos inéditos, ainda houve a exclusão de trechos, que Moacy considera ter sido realizada a partir do juízo de valor da revisora. A exclusão do termo "Maconha" é um bom exemplo. No original constava o verbete acompanhado de sua definição, mas não havia nenhum tipo de informação mais apaixonada, que justificasse a retirada do termo. "Cascudo não fazia apologia à maconha. Suponho que a supressão do termo tenha sido uma questão de preconceito".

Diante das alterações feitas, a que Moacy considera ser a mais grave de todas é justamente aquela que mais se repete: a ignorância das regras acadêmicas de citação. As citações que no original estavam entre aspas, na edição da Global foram inseridas no texto sem qualquer critério. "Cascudo virou um plagiador nas mãos deles".

O balanço das alterações chegou ao seguinte resultado: cerca de 70% do texto original, talvez mais, foram modificados, em maior ou menor escala. As 811 páginas da última edição autorizada por Cascudo (sem ilustrações) transformaram-se em 768 páginas da edição Global, com elevado número de imagens. Em Cascudo estão presentes 2.154 verbetes, enquanto que na Global estão apenas 1.918. 

Para o Presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, Diógenes da Cunha Lima, Câmara Cascudo é um guia cultural para o estado e julga serem deploráveis as alterações realizadas no Dicionário Folclórico, muito embora elogie a atuação da Editora.

Muito menos Cascudo

Segundo Moacy Cirne, o tema tratado em seu livro, havia sido levantado por outros escritores e intelectuais; alguns poucos artigos haviam sido publicados, incluindo o do antropólogo Miguel Sautchuk, intitulado "O dicionário Multilado", que pode ser encontrado facilmente na internet. 

Moacy conta que para realizar o trabalho, fez uma análise comparativa da última edição da Global, de 2008 (que atualmente está em circulação nas livrarias do país), com a da Editora Melhoramentos (última autorizada por Cascudo). 

O trabalho levou dois meses para ser concluído, numa rotina que Moacy definiu como bastante pesada. O autor comentou os verbetes e as alterações mais expressivas na obra de Cascudo.

Impressões Globais

A Global Editora vem reeditando várias obras de Câmara Cascudo, e em muitas delas, como constata o próprio Moacy Cirne, não há qualquer tipo de alteração. O Dicionário do Folclore Brasileiro se tornou um caso à parte, pois a editora achou que seria possível revisar e atualizar uma obra já acabada. A última atualização autorizada por Câmara Cascudo foi feita em 1980, que saiu pela Melhoramentos. A Editora Global começou a editar o Dicionário em 2001 e de lá para cá foram feitas outras quatro edições e no mínimo, uma reimpressão. As alterações foram propostas pela falecida Laura Della Monica (pesquisadora e coordenadora do projeto) e Eunice Pavani (preparação do texto).

De acordo com Camila Cascudo, bisneta de Câmara Cascudo, a família já se pronunciou com relação ao caso. Ela explica que Daliana Cascudo (neta do folclorista) notificou a editora, solicitando que a futura edição retomasse o texto original de Câmara Cascudo, não admitindo qualquer tipo de alteração. "Lemos verbete por verbete, fizemos a comparação e passamos o fichamento da obra, juntamente com os originais", disse a advogada Camila Cascudo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

cabeças cortadas

cabeças cortadas


Sargaço em tua boca espuma

em armação de búzios
 tenho um amor sagrado
guardado como jura secreta
que ainda não fiz para laís
em teus cabelos girassóis de estrelas
que de tanto vê-las o meu olho  vela
e o que tanto diz  onda do mar  não leva
da areia da praia onde grafei teu nome
para matar a sede e muito mais a fome
entranhada  na carne como flor de lotus
grudada na pele como tatuagem
flutuando ao vento como leve pluma
no salgado corpo do além mar afora
sargaço em tua boca espuma
onde vivem peixes  - na cumplicidade
do que escrevo agora

queimando em mar de fogo

Entridentes

queimando em Mar de Fogo
me registro
lá no fundo do teu íntimo
bem no branco do meu nervo
brota uma onda de sal e líquido
procurando a porta do teu cais
teu nome já estava cravado
nos meus dentes
desde quando sísifo
olhava no espelho
primeiro como Mar de Fogo
registro vivo das primeiras era
segundo como Flor de Lotus
cravado na pele da flor primavera
logo depois gravidez e parto
permitindo o Logus quando o amor quisera


arturgomes
fulinaimagem cine vídeo poesia

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Traição das Metáforas 5 e 6





A Traição das Metáforas 5

na estrada estática federika cantarolava mamãe mamãe não chora a vida é assim mesmo eu fui embora seus olhos estavam cravados na imagem em frente macabea se masturbava com os cinco dedos da mão esquerda enterrados no anus e os outros da mão direita cravados na vagina enquanto gritava seu amado: federiko! nosso mestre sala dos mares oculto longe dali pensava li não em jorge amado mas na literatura clandestinna na bahia traição é um prato de angu que se come quente com pimenta coentro e fígado de porco e não será a benedita que me fará voltar ao morro da mangueira travestido com os parangolés do oiticica me chamo federico baudelaire e não prego prego sem estopa se uso óuclos de colher é que a vida não está sopa



A Traição das Metáforas 6

No fundo negro da noite blak billye tinha um jeito gal fatal vapor barato macabea agonizava nas entrelinhas tentando a cena que não sai nem freud explica o seu corpo que cai no primeiro abismo das metáforas era meio dia mil novecentos e noventa e oito ribeirão preto em alvoroço alguém lixava uma carteira enquanto a bailarina se contorcia em sábado de páscoa ao som de pink floyd em frente as lojas americanas marcio coelho toca pérola negra e eu falo fernando pessoa a eptv me leva ao ar ao vivo e no meio da multidão em êxtase um bêbado reclama pela sua previdência jardinópolis agora é apenas uma página de jornal sem vestígios onde rabisquei alguns poemas atrás dos fios elétricos na parede da choperia sete meia zero onde me chamam federico baudelaire eu quero teu corpo de manga fruta que se chupa
até sangrar ao som de um negro blues enquanto houver

Artur Gomes

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A Traição das Metáforas 3 e 4






A Traição das Metáforas

3.      onde a estética é estrada estanque eu grito federico baudelaire passeia como  pimenta do planeta azeite para o acarajé que você não consegue digerir em salvador in chamas salgado mar de fezes farol da barra ainda canta castro alves enquanto por aqui o esgoto entra na cidade pela porta de frente macabea tenta mais uma vez enganar o padre que não sabe dizer missa pão e hóstia não combinam com confete e serpentina e viver é um poema processo moacy há quanto tempo já me disse muito antes dos retalhos imortais aportarem no porto da garrafas santo andré ainda nem sonhava com o assassinato do celso daniel enquanto federico tenta colocar em ordem a bateria da mocidade independente zeca baleiro canta: é mais fácil mimeografar o passado que imprimir o futuro.




4.    seja herói seja marginal: frase de oiticica levou baiano a londres depois de passar alguns segundos no doi cod li num grafiti nos muros da central bem ao lado do monumento de duque de caxias federico estava de plantão nos dragões da independência são cristóvão era um mangue onde todas as noites íamos aliviar nossas tensões com as prostitutas do lugar dali para brasília foi um pulo num quadrimotor da fab embaixo de celas e fardos de alfafa até voltar em  maio  de mil novecentos e sessenta oito cacomanga já s e tornara  uma makondo e eu ali entre a ausência do meu pai e as flores do mal que roubei o quartel num armário do coronel joão batista de oliveira figueredo


Artur Gomes

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

a traição das metáforas




A Traição das Metáforas

1.      enquanto as palavras gritam seu silêncio no fundo do poço eu digo que não calo falo que dois mil e treze já chegou como cachorro louco mesmo não sendo ainda agosto a fera vozifera entre quatro paredes suas bestialidades querendo o aplauso que não tem federika está de rosa trazendo na bandeira a velha sigla: não sou da lapa e não me peçam enredo novo nas escolas para o próximo carnaval 


2.    viver é um poema processo me disse moacy cirne no balaio vermelho quando matou chico doido de caicó cinelândia em polvorosa na noite do velório federika nua engarrafava o trânsito na porta do teatro municipal enq2uanto no presídio federal dos goytacazes macabea ensaiava em vão a estrela que não sobre federico roubava a cena nas escadarias da câmara dos vereadores com baudelaire em sua lira do delírio: entre a pele e a flor no asco com meia sola no sapato meu vapor mais que barato industrial e infonáutico entre a pele de zinco e o cabelo mar de indecifrável plástico por ente os bronzes do teu pelo entre a flor e o vaso de barro na home page ou no carro na camisinha de vênus vírus h corroendo em vita plus ou na sala meu olho gótico TVendo brazilírica lâmpada fala por um fio ou tanto quase cento e dez em cada fase não sendo assim acaba sendo debaixo da saca a escada torta pássaro sem teto acima do delírio coração de porco crava no oco da noite a faca cega punhal de cinco estrelas na constelação do cão maior por onde ursula nua passeia dédala de dandi deusa de dali lua de dadá no coração do pintor sem fronteiras debaixo do pé de abóbora acima do pé de cajá malásia não é aqui espanha não alé mar salvador não é dali itamarati itamaracá constelação ursa menor pra dadá meu coração pra dedé não sou cantor quando quero quero mesmo espuma nylon pele tecido isopor

artur gomes